ato

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terça-feira, 26 de abril de 2011

águas

Vendo da minha janela as águas da chuva de ontem
Sentia que não existem margens para as grandes águas
não existem limites edificados pelo homem que elas não subvertam


lembrei do dia em que minhas águas internas estavam assim
abundantes, jorrando sem controle algum
desrespeitando todas as margens racionais


Não há limites para as águas
nem as externas nem as internas
sem danos resultantes
arquemos com as consequências


Chega sempre um dia
em que se mostram
se impõem
em sua força e ousadia
a chuva da noite a lama do dia


É tempo de refletir sobre
as águas

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Prazer e gratidão

Prazer!
Alguns se permitem dá-lo
outros se permitem recebê-lo
Esses dois grupos tomam a metade da fortuna
Aqueles que se permitem compatilhá-lo
são afortunados
abençoados
felizes
Prazer!
Sou grata a você que compartilha comigo
Grata pelo prazer que posso te dar
Grata pelo que você me dá
Infinita gratidão.

sábado, 23 de abril de 2011

rainha cabeçuda!

A rainha da separação ataca novamente!
A mente
ergue suas muralhas
Consegue sempre desacreditar as sensibilidades
destruir uniões
Quem serão os defensores?
Fracos peões não podem nada contra a rainha.
Salve rainha!
seguem de cabeças baixas
Quem terá coragem para enfrentar a cabeçuda?
Desafio lançado aos fortes.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Meu lugar

A beleza desse dia me traz alimento anímico
Regozijos
Êxtases
Sou um ser sensível à beleza
creio que todo humano é


Creio quando vejo atrocidades
corro para os braços da beleza
do meu lugar


Belo é o meu lugar
o refúgio
o bunker
que me protege das desumanidades


A beleza é o meu lugar
Venha!
Experimente esse onde sempre pleno da beleza de estar vivo!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Num dia vinte de abril
domingo de Páscoa
Ganhei eternidade
Fiz com todo o meu Amor
minha continuidade
Renasci
Que todos possam renascer
no próximo domingo
Todos que amam
todos que são amados
todos que sentem além das palavras
AMOR

sábado, 16 de abril de 2011

Opostos?

Do paraíso ao inferno
tudo que sobe desce
O encontro com aquela a quem pertencemos
a intimidade fácil
a confiança certa
a comunhão interior
a familiaridade
o pertencimento

A visão do paraíso
olhar furado pela covardia
despenca para o fundo da escuridão da falta
da lembraça
da saudade

A visão do inferno
o eterno inverno
a perda
a retirada
o fim da vontade de ser um

A inevitável volta à metade
a indiferença
a inspiração liber-berta
faz do fundo o impulso para marcar
a diferença
a inteira liberdade

visão ampliada
duas faces da mesma
humanidade

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Pra cima

Basta elevar o olhar para a poesia invadir os meus olhos
Para me manter em frequência poética procuro apoiar meus olhos na linha do horizonte
Sei que há muita poesia no solo em que piso
Agora busco as alturas
sem perder as profundezas
quero mais a BELEZA

quarta-feira, 13 de abril de 2011