ato

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terça-feira, 26 de abril de 2011

águas

Vendo da minha janela as águas da chuva de ontem
Sentia que não existem margens para as grandes águas
não existem limites edificados pelo homem que elas não subvertam


lembrei do dia em que minhas águas internas estavam assim
abundantes, jorrando sem controle algum
desrespeitando todas as margens racionais


Não há limites para as águas
nem as externas nem as internas
sem danos resultantes
arquemos com as consequências


Chega sempre um dia
em que se mostram
se impõem
em sua força e ousadia
a chuva da noite a lama do dia


É tempo de refletir sobre
as águas

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